Fui para o meu quarto e me deitei no escuro, isso foi logo após a mensagem que mandei.
Antes, tinha visto tudo acontecer mas não me importei,
talvez meu cérebro quisesse apenas me poupar de algo
e sutilmente
me enganou,
- muito bem -
tão bem que me fazia sentir bem e feliz
até a hora em que resolvi repetir meus passos,
a fim de achar cada mínimo detalhe
- que me fizesse sofrer -
talvez porque eu quisesse sofrer,
mas era inconscientemente,
ninguém em sã consciência gosta de sofrer de fato..
- não a esse nível -
Foi então que escrevi,
e escrevi mais,
- tudo -
o que achava que sentia sobre aquilo e,
sem querer,
enviei a mensagem.
Não tive nem tempo de reler de novo
- como fiz várias vezes antes -
enquanto escrevia,
só enviei
e foi,
e nesse instante que tudo começou:
entrei na escuridão e fiquei ali deitada,
como se a morte fosse me buscar e eu não quisesse mais viver,
era um sentimento tão profundo que até me causou surpresas de te-lo,
- pois já fazia tempo que não ocorria -
e quis me matar.
Tentei
- o mais que podia -
pensar profundamente no porque
e, de fato,
não achei respostas que suprissem tamanho sofrimento.
Apenas coloquei uma música pra tocar e continuei deitada no escuro,
depois de muito tempo vieram lágrimas
mas a vontade continuou,
e ia crescendo conforme a musica avançava
na loucura dos meus pensamentos
- sobre essa vida ingrata -
Não consegui fazer mais nada,
- nem ao menos levantar -
por um bom tempo
Comecei a ler comentários na música que ouvia
e por fim percebi que não estava sozinha,
mas ainda estava de alguma forma presa
- em mim mesma -
E no final foi por isso que resolvi mandar a tal mensagem:
não quero mais ficar presa quando posso falar o que sinto e me libertar,
eu não quero mais isso pra mim,
mas a vontade de não existir
- é sempre uma boa vontade. -
Mas dessa vez,
só resolvi vir escrever pra ver se passa essa maldita vontade.
25 de novembro de 2016
6 de julho de 2016
05/07/16
Aqui estou mais um dia
perante minha loucura incompreendida
triste e sozinha
desenhando coisas sem sentido
apenas desperdiçando minha breve existência
com mais um poema
sem rima.
perante minha loucura incompreendida
triste e sozinha
desenhando coisas sem sentido
apenas desperdiçando minha breve existência
com mais um poema
sem rima.
1 de junho de 2016
Sem Título
Acho que estou deprimida ou com algum problema que a sociedade insiste em rotular nas pessoas, ou apenas estou sofrendo sobre os fatos da vida, que, a longo prazo, parecem superficiais.
Na verdade sempre suspeitei que alguma coisa estava errada comigo, mas esse ano os sinais estão mais evidentes: choros livres em horas quaisquer, esquecidas; choros em sua presença, que são sempre os mais confortantes; choros pelas manhãs, que talvez foram aprisionados durante a noite; choros no meio de tardes vazias e solitárias; choros... E sigo assim, por nada.. ou talvez o nada esteja tão enraizado dentro de mim que não consigo enxergar, apenas sentir.
Fico por fim, a mercê das coisas, sensível.. que qualquer coisa, considerada besta pela sociedade, e as vezes até por mim mesma, já consegue me magoar de uma maneira que nunca antes foi sentida dentro de mim, e, quando essas coisas partem de quem a gente gosta, esse sentimento se torna bem maior, totalmente insuportável...
E o que fazer? apenas escrevo essas linhas meio tortas e confusas, quebradas pelo som de uma campainha e por goles de refrigerante. Comer e me trancar no mais intimo do meu próprio ser é uma das melhores opções;
Mas o que fazer quando não quero mais sair daqui, não quero mais viver uma ilusão, não quero mais ser magoada pelas minhas falsas esperanças?
Meus pensamentos estão me matando a cada dia.
E então só continuo chorando, por não saber o que fazer.
Não posso morrer mas também não posso viver nessas ilusões.
Na verdade sempre suspeitei que alguma coisa estava errada comigo, mas esse ano os sinais estão mais evidentes: choros livres em horas quaisquer, esquecidas; choros em sua presença, que são sempre os mais confortantes; choros pelas manhãs, que talvez foram aprisionados durante a noite; choros no meio de tardes vazias e solitárias; choros... E sigo assim, por nada.. ou talvez o nada esteja tão enraizado dentro de mim que não consigo enxergar, apenas sentir.
Fico por fim, a mercê das coisas, sensível.. que qualquer coisa, considerada besta pela sociedade, e as vezes até por mim mesma, já consegue me magoar de uma maneira que nunca antes foi sentida dentro de mim, e, quando essas coisas partem de quem a gente gosta, esse sentimento se torna bem maior, totalmente insuportável...
E o que fazer? apenas escrevo essas linhas meio tortas e confusas, quebradas pelo som de uma campainha e por goles de refrigerante. Comer e me trancar no mais intimo do meu próprio ser é uma das melhores opções;
Mas o que fazer quando não quero mais sair daqui, não quero mais viver uma ilusão, não quero mais ser magoada pelas minhas falsas esperanças?
Meus pensamentos estão me matando a cada dia.
E então só continuo chorando, por não saber o que fazer.
Não posso morrer mas também não posso viver nessas ilusões.
21 de maio de 2016
Aqueles Momentos
Adorava o jeito que me explicava as coisas
- Conclui por fim -
Sempre conseguia ser tão simples e tão complexo
Ao mesmo tempo
...Como ninguém mais conseguia
E era quase um paradoxo
Que me encantava...
E eu
- Secretamente -
Sempre durante aquelas longas explicações,
Apenas me concentrava:
Em me perder em seus sorrisos repentinos e tons de voz,
Em observar cada expressão,
E o modo como seu cabelo caia nos olhos...
Em como se empolgava diante de tantas histórias
E como eu gostava de ouvi-lo...
Tudo isso me contagiava
E me deixava ainda mais
Fascinada, perdida...
Mas ah,
Como posso prestar atenção em tais explicações
Se cada vez mais
Me perdia nesses olhos brilhantes?
- Conclui por fim -
Sempre conseguia ser tão simples e tão complexo
Ao mesmo tempo
...Como ninguém mais conseguia
E era quase um paradoxo
Que me encantava...
E eu
- Secretamente -
Sempre durante aquelas longas explicações,
Apenas me concentrava:
Em me perder em seus sorrisos repentinos e tons de voz,
Em observar cada expressão,
E o modo como seu cabelo caia nos olhos...
Em como se empolgava diante de tantas histórias
E como eu gostava de ouvi-lo...
Tudo isso me contagiava
E me deixava ainda mais
Fascinada, perdida...
Mas ah,
Como posso prestar atenção em tais explicações
Se cada vez mais
Me perdia nesses olhos brilhantes?
11 de maio de 2016
De novo, Outono
Doce como o vento do outono
-de outros tempos-
outrora, minha única esperança
As vezes encontrada com sazonalidade
Mas agora
Agora sempre
Como só você pode ser
Doce
Como nossos beijos
...Amores
Doces
Como eu quero que seja
Como eu sempre quis
Como deve ser
Como você
Você
Só você
E que tudo se faça em poeira
-E exploda-
Enquanto eu tenho você
E você me tem
Em seus braços
E lábios
Quentes
Assim como uma noite de verão estrelada
Que me induz
Ao desconhecido
No escuro
De uma tarde qualquer
18 de março de 2016
Solitude
Peguei a mesma fila
como em todas as outras manhãs.
Mas dessa vez, eu só pensava em como me sentia
morta
Tudo em que acreditava, tinha me decepcionado
E agora,
mais uma coisa
Que talvez fosse a única coisa neste momento que me fazia seguir
em frente
Que me fazia acreditar
em algo melhor
Que me fazia pensar que talvez,
e só talvez,
A vida e o mundo não fossem tão ruins,
como sempre imaginei
Mas não mais.
...E apenas caminhava
Vendo aqueles rostos conhecidos
entre as teias finas que brilhavam na luz da manhã
Tanta gente...
...mas eu estava sempre sozinha.
como em todas as outras manhãs.
Mas dessa vez, eu só pensava em como me sentia
morta
Tudo em que acreditava, tinha me decepcionado
E agora,
mais uma coisa
Que talvez fosse a única coisa neste momento que me fazia seguir
em frente
Que me fazia acreditar
em algo melhor
Que me fazia pensar que talvez,
e só talvez,
A vida e o mundo não fossem tão ruins,
como sempre imaginei
Mas não mais.
...E apenas caminhava
Vendo aqueles rostos conhecidos
entre as teias finas que brilhavam na luz da manhã
Tanta gente...
...mas eu estava sempre sozinha.
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